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Autoestima

Por Magui Guimarães

Como você se autoconceitua? Você gosta de você mesmo? Você se sente capaz de enfrentar as adversidades do cotidiano? Você se acha merecedor à vida?

Pessoas com autoestima baixa têm crenças e opiniões depreciativas de si mesma e acreditam que tem pouco ou nenhum valor enquanto pessoa. Padecem de um mal estar psicológico e afetam sua saúde mental.  Não conseguem ter prazer e sentir gratificação pelo fato de estar vivo.  Encontram mais valor naquilo que possuem do que pela pessoa que representam. Procuram compensar sua sensação de desvalia fazendo demonstrações de poder através do dinheiro, prestígio e fama, o que é denominado de pseudo-autoestima, pois dependem das posses para se sentir bem.  A ausência de valor real gera emoções negativas e depressão.

A baixa autoestima pode ser desenvolvida na infância ou adolescência ao ouvirmos frequentemente comentários negativos e depreciativos. Nesta fase, a crítica é incorporada à identidade, pois a criança não tem defesas para questionar a veracidade ou utilidade da crítica.

Na fase adulta, as emoções negativas, ao invés de serem encaradas como fazendo parte de uma vida normal, são supervalorizadas, enquanto um acontecimento trivial é visto como um desastre ou um defeito irreparável. São pessoas que possuem mania de perseguição: "...aquele meu vizinho me olhou de uma forma que não me deu bom dia... eu devo ser uma pessoa detestável..."; "...tirei uma nota baixa, isto significa que sou burro...”.  E o pior de tudo é sempre ficar se comparando em relação às pessoas que julgamos obter melhores resultados.

Comparações ou declarações depreciativas são profecias autorrealizáveis, tendo em vista que a pessoa que afirma tem convicção de que é verdadeira, fica deprimido e não consegue perceber o quanto as crenças são inadequadas e inúteis.

Os sentimentos de bem-estar e de valor próprio não podem depender de sermos amados ou desejados pelos outros. Na realidade, o nosso mérito pessoal não pode ser medido somente em função do que os outros pensam e dizem.  O ideal é deduzir que “a percepção de uma pessoa” é o que nos torna mais imunes a opiniões alheias.

Na dependência da opinião alheia, é comum fazer coisas para agradar ou obter aprovação.  Isto torna a vida um mar de sofrimento, pois é impossível agradar toda a gente e sempre vamos encontrar quem nos desaprove e nem por isto devemos nos sentir culpados ou perturbados. A desaprovação faz parte da vida. Há sempre pessoas que gostam e concordam conosco, e outras que nos amam, independente se a agradamos ou não.

O mais importante é a opinião que temos de nós próprios; apesar de a nossa cultura nos ensinar a procurar a aprovação dos outros e a depender do valor que os outros atribuem a nós.  O que deve ser decisivo para uma boa autoestima é a capacidade de perceber que cada pessoa é especial e faz a diferença no mundo.

As pessoas com baixa autoestima rotulam-se negativamente: "sou ruim”, "sou destrambelhado".  Porém, o rótulo cabe para coisas e objetos estáticos e não para pessoas que estão em processo dinâmico, em mudança constante. Um rótulo é sempre criminoso, pois enquadra a pessoa em um conceito como se fosse um carimbo, uma verdade ontem, amanhã e sempre.

Para fazer uma limpeza desses julgamentos generalizados, o melhor é escrever os autoconceitos e perceber até que ponto são verdadeiros e úteis.   Muitas vezes são distorções exageradas.  Por exemplo, alguém que pense frequentemente: "eu não valho nada" ou “nunca faço nada correto”, provavelmente está a fazer uma supergeneralização falsa, pois é impossível uma pessoa não valer nada e conseguir o tempo inteiro, ou durante toda uma vida fazer tudo errado. Todos fazemos coisas certas e erradas.

Existem também as pessoas que não se apropriam de suas conquistas tipo: "tive sorte em tirar uma nota boa no exame", "a existência me deu um bom marido", “as pessoas gostam de mim porque são generosas”. Ou melhor, tudo é obra do acaso. Já outras atribuem a si todo o acontecimento negativo como se levasse o mau tempo consigo, onde quer que esteja.

Segundo a Neurolinguística, somos seres linguísticos, sendo o pensamento que determina o valor que acreditamos possuir. Existe um grande conjunto de técnicas e estratégias para pensar, sentir e agir de uma forma positiva:

1. Observar crenças irracionais que funcionam como exigência: "Para ser admirado e amado tenho que ser perfeito” ou "Tenho de encontrar soluções para tudo"; "Nunca devo me sentir mal, tenho de estar sempre feliz"; "Tenho de ser completamente competente"; "Nunca devo cometer erros", "Tenho de estar sempre ocupado, relaxar é perder tempo", "Quando tiver o corpo perfeito serei aceito por todos e serei completamente feliz".  Ao eliminar as exigências, diminuirá as emoções inúteis de culpa, de medo de falhar e não ser aceito.

2. Aceitar ser uma pessoa normal, com pontos fortes e fracos, e aprender a conviver de forma equilibrada com forças e fraquezas.

3. Limpar pensamentos negativos para permanecer em estados de bem-estar e construir um conceito baseado em virtudes e não nas referências socioeconômicas, nem tampouco ditadas pela moda.

4. Aprender a lidar com rejeições e enxergar os próprios erros de forma construtiva como forma de aprendizado.

5. Escolher ter uma autocrítica útil que possibilite quer ser uma pessoa melhor em constante evolução positiva.

6. Evitar comparações com as imagens irrealistas da publicidade, desde o corpo perfeito ao melhor carro.

7. Aprenda a ressaltar seus pontos positivos, sem falsa modéstia.

Agito sem descanso pode causar esgotamento físico e mental, comprometendo a memória e causando letargia

São mais de 10 dias de agito, entre Fuzuê, Furdunço e a festa mais popular do país: o Carnaval. Quem gosta do movimento, não perde uma oportunidade de sair em mais de um bloco, pular na pipoca, se divertir no camarote e, de quebra, ainda aliar tudo isso às atividades domésticas, malhação e ao trabalho. A grande quantidade de tarefas, de forma intensa e em curto intervalo de tempo, pode gerar um esgotamento mental, inquietação, além do cansaço físico proveniente da curtição – “deixando o retorno ao dia a dia um fardo para muitos soteropolitanos”, afirma a psicanalista do NitidaMente Instituto, Shirley Moraes.

Ainda de acordo com a especialista, essa situação fica muito evidenciada na volta ao trabalho. “Algumas pessoas gastam tanta energia durante as festas, que demoram dias para que retomem à dinâmica de sempre. É por isso mesmo que costumamos dizer que o ano só começa depois do Carnaval. E, para evitar isso, é preciso que, além do preparo físico, esses indivíduos também tenham um equilíbrio psicológico, evitando o estresse pós-festas, irritabilidade e fadiga”.

Dentre as consequências disso, além do rendimento prejudicado no trabalho, está o comprometimento da memória, os chamados brancos e letargia. Uma dica da psicanalista, que também é hipnoterapeuta, para os festeiros de plantão, é procurar manter a qualidade do sono, buscando dormir pelo menos seis horas por dia, durante esse período, e planejar as saídas "sabendo que existirá o dia de amanhã".

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  • Autocuidado é a melhor prevenção

    O câncer de mama tem um impacto grande no psicológico da mulher. Quando a doença é detectada, são comuns manifestações emocionais como ansiedade, angústia, pensamentos negativos, sensação de esgotamento, problemas no sono e até o constante medo da morte. E mesmo após o tratamento, a ansiedade persiste, dessa vez relacionada ao medo da doença voltar a qualquer hora. A baixa autoestima é outro desafio para as mulheres com câncer de mama, pois há a preocupação com o corpo, que pode ter alterações, seja com a perda do cabelo, seja com a perda de uma mama. Por isso, o suporte psicológico para as mulheres que são diagnosticadas com o câncer de mama é imprescindível. Esse acompanhamento é tão importante quanto os medicamentos. Isso porque se o lado emocional não está bem, a qualidade de vida do paciente cai e há um grande risco para o sucesso do tratamento. O trabalho psicoterapêutico proporciona um melhor estado de equilíbrio e bem-estar para as mulheres num momento tão delicado.

    Porém, o melhor trabalho para combater o câncer de mama é a prevenção. E o que seria essa prevenção na prática? Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), prevenir o câncer de mama significa diminuir ou eliminar a exposição da mulher aos fatores de risco a fim de reduzir a possibilidade da ocorrência da doença ao longo da vida. Nesse mês de outubro, acontece o movimento conhecido como “Outubro Rosa”, que nasceu em 1990 e é celebrado anualmente com o objetivo de disseminar informações sobre o tema e estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A meta para reduzir a mortalidade por câncer de mama pode ter a participação de toda a sociedade e é importante que a conscientização sobre a prevenção da doença aconteça dentro de casa, no ambiente familiar. De acordo com dados do Inca, no Brasil o câncer de mama é o segundo tipo de tumor maligno mais incidente entre as brasileiras, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

    A doença não apresenta sintomas na fase inicial, por isso é um desafio detectá-la precocemente. Quanto antes o câncer é identificado, maiores são as taxas de sucesso no tratamento. Segundo especialistas da área, se a doença for diagnosticada precocemente, a chance de cura é superior a 90%”. Por isso, os exames periódicos são tão importantes. A melhor maneira de fazer o diagnóstico precoce é o autocuidado. O autoexame da mama deve ser feito mensalmente e, na presença de alguma alteração, a mulher deve procurar um médico. O autoexame é e